Em 2026, um idoso que viva sozinho com rendimentos abaixo de 8.040 euros por ano — ou um casal abaixo de 14.070 euros — pode ter direito a um apoio mensal do Estado, a medicamentos com desconto imediato na farmácia e ao reembolso de boa parte do que gasta em óculos e próteses dentárias. Muita gente cumpre os requisitos e nunca chega a pedir. Quase sempre, não é por falta de direito. É por causa da papelada.
Este artigo explica, em linguagem simples, o que é o Complemento Solidário para Idosos, quem tem direito em 2026 e que benefícios traz — e apresenta uma novidade nossa pensada precisamente para quem se sente perdido no meio da burocracia.
O que é o Complemento Solidário para Idosos (CSI)?
O CSI é um apoio em dinheiro, pago todos os meses pela Segurança Social, destinado a idosos com baixos rendimentos. Funciona como um complemento à pensão: o Estado garante um rendimento mínimo e paga a diferença entre o que a pessoa recebe e um valor de referência definido por lei.
Em 2026, esse valor de referência é de 8.040 euros por ano (cerca de 670 euros por mês) para quem vive só, e 14.070 euros por ano para um casal. Quem tem rendimentos abaixo destes limites pode candidatar-se e receber a diferença, paga em 12 meses.
Quem tem direito ao CSI em 2026?
Para ter direito ao Complemento Solidário para Idosos, é necessário, em regra:
- Ter 66 anos e 7 meses ou mais (a idade legal de acesso à pensão de velhice);
- Estar a receber pensão (de velhice, sobrevivência ou, em certos casos, invalidez);
- Residir em Portugal;
- Ter rendimentos anuais abaixo do valor de referência — 8.040 euros para uma pessoa, 14.070 euros para um casal;
- Autorizar a Segurança Social a consultar a informação fiscal e bancária.
O valor a receber não é igual para toda a gente: corresponde à diferença entre os rendimentos da pessoa e o valor de referência. Quem tem menos rendimentos recebe mais; quem está perto do limite recebe menos.
Que benefícios dá o CSI, para além do dinheiro?
É aqui que muita gente se surpreende. Receber o CSI dá acesso a um conjunto de apoios na saúde que pesam, e bem, no orçamento de quem toma medicação regular ou precisa de óculos novos:
- Medicamentos com desconto imediato na farmácia. Quem recebe o CSI deixa de pagar a totalidade do medicamento: tem um desconto de 50% sobre a parte que não é comparticipada pelo Estado, aplicado logo na farmácia, sem ter de pedir reembolsos depois.
- Óculos e lentes. Reembolso de 75% da despesa, até ao limite de 100 euros, de dois em dois anos.
- Próteses dentárias removíveis. Reembolso de 75% da despesa, até ao limite de 250 euros, de três em três anos.
- Consultas de dentista gratuitas no centro de saúde, através do cheque-dentista passado pelo médico de família.
- Tarifas sociais de eletricidade, gás, água e Internet, para aliviar as contas da casa.
Então porque é que tanta gente não pede?
Porque o caminho até ao apoio está cheio de pequenos obstáculos. É preciso perceber a que se tem direito, reunir os documentos certos, preencher formulários, ir à Segurança Social ou tratar de tudo online. Para muitas pessoas mais velhas — sobretudo quem vive só ou tem pouca à-vontade com computadores — cada um destes passos é uma barreira. E o resultado é quase sempre o mesmo: o apoio fica por pedir, e o dinheiro a que se tinha direito perde-se, mês após mês.
Não é só o CSI. É a subscrição de televisão que continua a ser cobrada e já ninguém usa. É o documento que devia ter ido para o seguro ou para a ADSE e ficou em cima da mesa. É a lâmpada fundida no corredor que ninguém alcança. Coisas pequenas, vistas de fora — mas que, acumuladas, tiram qualidade de vida e tranquilidade.
A nossa resposta: uma assistente pessoal para o que a vida tem de complicado
Foi a pensar nisto que criámos um novo serviço na Boa Casa Boa Vida: uma assistente pessoal dedicada a resolver assuntos do dia a dia que muita gente adia por parecerem complicados ou demasiado burocráticos.
Na prática, pode ajudar a:
- Perceber se tem direito ao CSI e tratar da candidatura, do início ao fim;
- Reunir e entregar documentos na Segurança Social, no seguro ou na ADSE;
- Cancelar subscrições e serviços que já não usa e continuam a ser cobrados;
- Resolver pequenas tarefas em casa — desde trocar uma lâmpada ao que for preciso.
O objetivo é simples: tirar peso dos ombros de quem já fez muito na vida, e devolver tempo e descanso às famílias que nem sempre conseguem estar presentes para tratar de tudo.
Como aceder ao serviço
A nossa assistente pessoal vai estar disponível um sábado por mês para receber pedidos e perceber, caso a caso, o que pode ser feito. Se acha que este apoio lhe dá jeito — ou se conhece alguém da família ou da vizinhança a quem possa fazer diferença — fale connosco. Avaliamos a situação sem compromisso.
Perguntas frequentes
Quanto se recebe de CSI em 2026?
O valor não é fixo. Corresponde à diferença entre os rendimentos anuais da pessoa e o valor de referência (8.040 euros para quem vive só). Um idoso sem qualquer rendimento pode receber até cerca de 670 euros por mês; quem já tem alguma pensão recebe um valor mais baixo, que completa o que falta para chegar ao mínimo garantido.
Os medicamentos passam a ser totalmente gratuitos com o CSI?
Não exatamente. O que muda é que o beneficiário deixa de pagar o valor total: passa a ter um desconto de 50% sobre a parte do medicamento que não é comparticipada pelo Estado, aplicado de imediato na farmácia. Deixa também de ser preciso pedir reembolso depois.
É preciso renovar o pedido do CSI todos os anos?
Não tem de submeter um pedido novo todos os anos, mas é obrigatório comunicar à Segurança Social qualquer alteração relevante — de rendimentos, de agregado familiar ou de residência — dentro do prazo previsto. O apoio é revisto sempre que há mudanças.
A assistente pessoal só trata do CSI?
Não. O CSI é apenas um exemplo. A assistente pessoal ajuda em vários assuntos do dia a dia: entrega de documentos, cancelamento de subscrições, pequenas tarefas em casa e outras situações que possam parecer complicadas de resolver sozinho.
Como falo com a Boa Casa Boa Vida sobre este serviço?
Pode contactar-nos por telefone, email ou presencialmente. A nossa assistente estará disponível um sábado por mês para recolher pedidos e explicar o que pode ser feito, sem qualquer compromisso.
A Boa Casa Boa Vida é uma empresa de apoio domiciliário e loja de produtos de apoio, em Alvalade, Lisboa. Acompanhamos idosos e famílias com cuidados, equipamento e, agora, com apoio para tratar do que a vida tem de mais burocrático — para que envelhecer em casa seja mais simples e tranquilo.